SerConsciência

Entre todas as infinitas possibilidades, escolhemos viver uma realidade e, ao escolher, a criamos. Por sermos a consciência que escolhe a realidade que vivemos, podemos criar novos roteiros para a nossa vida. Aqui você vai encontrar sugestões para fazê-lo.

Atenção, abrir em uma nova janela. PDFImprimirE-mail

A Realidade Holográfica

As descobertas da física quântica mudaram radicalmente os fundamentos da nossa percepção do mundo. O paradigma cartesiano, mecanicista, linear, foi substituido pelo paradigma holístico. Esta substituição foi tão poderosa, que extrapolou os limites do estudo do cosmos, para se infiltrar e modificar a visão das outras áreas de saber, como a psicologia, a biologia, a sociologia, a medicina.

Enquanto que no paradigma cartesiano o ser humano se colocava à parte daquilo que era seu objeto de estudo, de observação, no paradigma holístico isto mostrou-se impossível, visto que a „própria mente não passa de um holograma interpretando um universo holográfico“, nas palavras do neuro-cirurgião Karl Pribram.

No paradigma holístico, todo o universo se acha interconectado e hierarquicamente organizado. Matéria, energia, seres vivos e inanimados, mente, corpo, espírito, são apenas diferentes níveis do mesmo sistema unificado, cada nível operando sobre todos os demais níveis.

A física quântica descreveu matematicamente nosso universo como sendo estruturado em camadas. O universo é constituído de camadas de criação, que vão do superficial ao profundo, do microscópico ao macroscópico, do complexo ao fundamentalmente simples, do diversificado ao unificado. São mundos dentro de mundos, dentro de mundos, cada um com qualidades diferentes, não apenas menores, mas possuindo uma lógica própria. Quanto menor a camada, mais profunda, mais desperta, mais inteligente, mais dinâmica, mais viva ela se torna, mais subjetiva em escalas fundamentais.

Na linguagem da ciência quântica, a estrutura da matéria é um Campo Unificado de Energia, que responde à sua própria presença produzindo uma estrutura diversificada, que governa o universo. Cria a criação pela auto-interação. O espetáculo do universo é um movimento incessante de nascimento, desenvolvimento e destruição de formas, cada forma sendo uma descontinuidade qualitativa sobre um certo fundo contínuo. Subjacente a toda realidade física, há um Campo Unificado Imanifesto, um Campo Unificado de Consciência que está na base do universo, na sua base, na minha, na de todos e de tudo. Este Campo Unificado Imanifesto é vida pura, inteligência pura, subjetividade pura, auto-percepção pura.

A mente humana tem a habilidade de penetrar e compreender os mais finos níveis do pensamento consciente e experienciar o nível silencioso do Campo Unificado. Somos um campo de consciência cósmica ilimitada.

Holograma

Um holograma é uma imagem tridimensional que surge a partir de um filme bidimensional e que possui algumas propriedades muito interessantes.

O termo foi cunhado por Denis Gabor em 1947 para descrever um novo processo fotográfico que ele descobriu e pelo qual recebeu o Premio Nobel em 1971. O objetivo de Gabor era encontrar um meio de melhorar a resolução de fotografias tomadas com microscópios eletrônicos. Para isto, ele desenvolveu uma nova técnica de arquivo fotográfico. Mas sua técnica só encontrou um uso mais amplo com o surgimento do raio laser, algum tempo depois.

Diferentemente da luz branca, comum, que abarca todos os tipos de frequências e por isto pode ser quebrada por um prisma em muitas cores diferentes, um laser produz uma luz coerente, isto é, um feixe de luz que consiste de apenas uma frequência, uma única cor de luz. Se você passar um laser através de um prisma, você obterá mais da mesma cor. Por ser um feixe de luz em que todas as ondas estão alinhadas, o laser é luz pura e é nesta pureza que está seu poder.

Para produzir um holograma, um feixe de laser é partido em dois. Uma metade é dirigida diretamente para a chapa fotográfica (feixe de referência), enquanto a outra, desviada por um espelho, é dirigida para o objeto e refletida deste para a mesma chapa fotográfica (feixe do objeto). Assim, a luz incide sobre a chapa fotográfica vinda de dois pontos: do próprio objeto e diretamente da fonte.

Em uma fotografia normal, a informação visual é armazenada como uma representação direta da imagem, cada ponto da fotografia correspondendo a uma parte específica da imagem em questão. Assim, quando você olha para a fotografia, você vê a imagem fotografada.

Em um holograma, por outro lado, a chapa registra os padrões de interferência produzidos pelo encontro dos dois feixes de luz. A imagem assim gravada na chapa fotográfica não se parece com o objeto, mas com um borrão, um monte de traços e pontos sem forma definida. Não tendo dimensão de espaço-tempo, a imagem é armazenada dispersamente em toda a extensão da chapa. De fato, a imagem inteira está codificada em cada ponto da chapa e cada fragmento contém o padrão inteiro. Para reconstruir a imagem, basta iluminar novamente o holograma com um raio laser de igual frequência e uma imagem tridimensional do objeto aparece flutuando no espaço onde estava o objeto original.

Uma fotografia holográfica não contém imagens de coisas, contém informação. As interações dinâmicas das ondas luminosas causam a difusão das informações através de toda a chapa, ao mesmo tempo que cada pequena parte da chapa contém todas as informações.

Milhares de diferentes imagens podem ser guardadas na mesma chapa, por meio de diferentes feixes de luz, e cada uma delas pode ser reconstruída a partir de uma pequena parte da chapa. As imagens reconstruídas são tridimensionais e, olhando para o holograma de diferentes ângulos, isto é, através de diferentes feixes de luz, temos diferentes visões da mesma imagem.

Universo holográfico

O holograma foi um ponto de partida para uma nova descrição do universo. Não mais um conjunto de objetos (estrelas, planetas, luas, asteróides), mas uma interconexão de eventos inseparáveis, que constituem um fluxo invisível, intangível.

Na concepção do físico David Bohm, a verdadeira natureza do universo está numa outra ordem de realidade, numa outra dimensão, onde não há ‚coisas’. É uma dimensão imaterial, ordenada mais como um grande pensamento, do que como uma grande máquina.

Assemelhando-se a um holograma, o que parece ser um mundo estável, tangível, visível ou audível, é uma ilusão. Não passa da interação de frequências e potencialidades que sustentam uma ilusão de concretude. Ele é dinâmico e caleidoscópico - não está realmente em algum lugar definido.

O que normalmente vemos é a ordem explícita ou desdobrada das coisas, algo como assistir a um filme. Subjacente a esta ordem explícita há uma ordem que é abrangente e constitui a origem dessa realidade comum, a ordem implícita ou dobrada. Afirma Bohm que toda substância e todo movimento aparente são ilusórios. Eles emergem de uma outra ordem do universo, mais primária. Ele designou este fenômeno de holomovimento, em que os eventos emergem de frequências que transcendem tempo e espaço; assim, eles não precisam ser transmitidos, pois são potencialmente simultâneos e onipresentes. Não sendo limitados por espaço e tempo, os acontecimentos não podem ser compreendidos por um raciocínio baseado em causa-e-efeito.

Dizendo isto de modo simplificado, todos os eventos estão sempre presentes em algum lugar do holograma, mas alguns estão encobertos por dobras na teia cósmica e é preciso que adotemos uma perspectiva nova para percebê-los.

Enquanto o modelo analítico é baseado no sistema sensorial, em que uma informação resulta da seleção de um resultado particular em meio a um conjunto de possibilidades, o modelo holográfico é baseado na percepção, em que a informação resulta de um mecanismo analógico, que permite a dois estados interagirem mutuamente. Desta interação mútua – os padrões de interferência – surge uma nova realidade que não existia previamente à interação, mas é resultado dela. O processo de criação é contínuo e incessante.

Enquanto a física newtoniana trabalhava com a idéia de que tudo é matéria, cujas partes menores eram os objetos atômicos, a física moderna trabalha com a idéia de energia, cujas partes menores são os objetos quânticos. Um quantum é uma quantidade discreta de energia, que não pode ser reduzida, ou seja, é indivisível. Um quantum de luz, por exemplo, é chamado de fóton, o menor feixe de energia luminosa localizada.

Estes objetos quânticos podem se manifestar como partículas ou como ondas. Se na física newtoniana a matéria sempre estava localizada em um ponto definido e viajava por trajetórias bem definidas para chegar em outro ponto que poderia ser previsto (se eu pego a Dutra em SP e sigo por sua trajetória, chego ao Rio), quando se diz que a matéria tem uma natureza de onda, diz-se que ela pode estar em vários lugares ao mesmo tempo (eu estou em SP, no Rio e em todos as localidades entre um ponto e outro, simultaneamente).

Assim, os objetos quânticos não são pedaços de matéria, mas ondas de possibilidades.  São superposições de possibilidades que estão dispersas pelo espaço holográfico, que apenas se tornam realidade concreta quando há um observador que escolhe entre as infinitas possibilidades presentes no universo.

Isto quer dizer que uma árvore ‘colapsa’ quando eu olho para ela. Mas isto não significa que a árvore não existe, se eu não olhar para ela. Quer dizer que o meu olhar vai ‘colapsar’ uma das possibilidades dentre infinitas desta árvore se manifestar. Se eu olhar para esta árvore, posso observar a beleza de seu porte. Um botânico poderá ver a que espécie pertence, um jardineiro poderá ver se está saudável, um paisagista poderá ver se está bem localizada, um lenhador poderá ver se está pronta para ser abatida, um construtor poderá ver que ela atrapalha a construção, e assim por diante. Entre as infinitas possibilidades desta árvore, é o observador que vai ‘colapsar’ uma destas possibilidades em um ‘evento’. E se um observador olhar para várias destas possibilidades simultaneamente ( p. ex., uma árvore de uma determinada espécie está saudável, mas colocada em lugar inapropriado), isto só vai tornar o evento mais complexo, porque a interação de possibilidades gera a complexidade e não outras realidades.

É isto que significa a afirmação de que ‘criamos nossa realidade’. Existem pessoas que nem vêem as árvores quando as encontram. Outras, como eu, vêem árvores em todo lugar.

Mas é importante ressaltar que nem a árvore nem eu quem observa somos objetos quânticos, mas sim  conglomerados de objetos quânticos, sistemas complexos. Os objetos quânticos existem apenas em dimensões sub-microscópicas. Tudo que existe na nossa realidade concreta é um conglomerado de objetos quânticos.

E quem é este observador que colapsa um evento? É a consciência. Não sou eu enquanto corpo físico - olhos que olham para a árvore e cérebro que constrói a imagem da árvore no córtex - que colapso a árvore em um evento, mas a consciência que se manifesta através de mim. Esta Consciência é o feixe de luz oriundo da fonte universal, desviado pela minha mente em direção a um dos objetos e produzindo uma interferência. “O cérebro responde a um estímulo, apresentando um conjunto de possibilidades quânticas macroscopicamente distinguíveis (uma onda de possibilidades) e uma delas precipita como o evento experimentado, quando a consciência assim o decide”, escreve Amit Goswami em A Física da Alma.

Mas eu sou apenas uma das infinitas possibilidades de a Consciência se manifestar. Assim, quando eu observo a árvore, a árvore também me observa. Somos ambas possibilidades interagindo neste lugar e tempo específico para criar um evento.

Como ondas de possibilidade, os objetos quânticos são descontínuos, ou seja, podem mudar de lugar sem percorrer uma trejatória no espaço, a isto se chama ‘salto quântico’. Não é possível eu dar um salto quântico com meu corpo físico, por exemplo, me deslocar daqui para a Europa, sem percorrer uma trajetória no tempo e no espaço, porque o conglomerado de objetos quânticos que eu sou apenas se mantêm unido pela lentidão de sua vibração. Mas seu eu fosse capaz de acelerar todos os componentes, eu poderia me ‘desmaterializar’ e ‘rematerializar’ além-oceano. O que eu posso é dar um salto quântico na minha compreensão de algum assunto, como quando temos um ‘insight’, um lampejo de consciência. Isto porque nosso corpo mental é composto de matéria sutil, de vibração mais rápida.

Outra característica dos objetos quânticos é a não-localidade, ou seja, encontram-se em lugar algum, até o momento em que ocorra uma interação que provoca o ‘colapso’. Os objetos quânticos interagem, influenciando-se mutuamente, sem a necessidade de percorrer um espaço num determinado tempo. Todos os objetos quânticos encontram-se em um domínio fora do tempo e do espaço, num universo holográfico. Neste estado de potencialidade, os objetos quânticos são mais reais do que a realidade manifestada, pois esta é efêmera, por estar vinculada ao tempo, enquanto os objetos quânticos existem no domínio atemporal.

Em 1907, o filósofo Henri Bergson disse que a realidade última é uma teia subjacente de conexões e que o cérebro filtra a realidade maior para criar a nossa realidade. Mas foi Karl Pribram quem viu a similaridade entre a realidade holográfica e o funcionamento da mente humana. Como pequenos pedaços de uma mente holográfica maior, é possível às mentes individuais acessarem todas as informações que se encontram no sistema cibernético total, a Mente universal ou búdica, o inconsciente coletivo. Isto explicaria as sincronicidades e as coincidências significativas.

Pesquisas têm mostrado que os centros mais antigos do cérebro são dotados de uma complexidade mais rica e de um maior poder de controle, do que se tinha até então imaginado. Na teoria do cérebro holográfico está implícita a suposição de que os estados de consciência harmônicos e coerentes se acham melhor sintonizados com o nível primário da realidade, uma dimensão de ordem e harmonia. Sendo essencialmente holográficas, as estruturas cerebrais vêem, ouvem, degustam, cheiram e tateiam por meio de sofisticadas análises matemáticas de frequências temporais e/ou espaciais - sem espaço nem tempo, apenas eventos. As estruturas profundas dos nossos cérebros captam padrões, que então nosso córtex cerebral traduz em linguagem. Este processo também é chamado de ‚canalização‘.

A meditação é um dos meios para tranquilizar o cérebro, de modo que ele possa afinar-se harmoniosamente com o padrão universal de frequências. Quando isso ocorre, as informações codificadas a respeito do universo tornam-se holograficamente decodificadas e o indívíduo experimenta um estado de consciência unitária com todo o universo. É disto que se trata, quando o filósofo Eugene Gendlin fala de felt-sense [sensação sentida]: o cérebro escaneia uma mancha do tipo holográfica por meio de uma atenção difusa, que não impõe sobre ela noções preconcebidas, acessando diretamento o que está implícito, ou seja, está na ordem dobrada. É por isto que Sam Keen afirma que o ‚self é o lugar de encontro da eternidade e do tempo, a mente holográfica no corpo evolucionário‘.

O significado que emerge desta atenção difusa, que Gendlin chama de felt-meaning, é uma compreensão holográfica, em que muitos bits de informação funcionam juntos, como um todo. Diversos estudos têm demonstrado que somos inundados por milhões de bits de informação a cada segundo, dos quais nosso consciente processa apenas uma pequena parcela, que possui quase nenhuma informação. Uma imensa quantidade de informação forma um borrão holográfico que se localiza no plano de fundo, no inconsciente. Este borrão contém toda a informação que desapareceu ao longo do caminho da conscientização e que permanece em uma dobra da teia cósmica, a ordem dobrada de Bohm. Acessamos esta informação, ao desfocar nossa atenção da realidade consensual e nos abrirmos para outros níveis de realidade.

Funcionando holográficamente, o cérebro é o mais sofisticado dos sistemas físicos para armazenamento, recuperação e transformação de dados - a nossa experiência de vida. Ele não apenas registra a totalidade das informações por todo o cérebro, como também tem a habilidade de recuperar a informação total de qualquer pequeno fragmento de memória. Isto faz do cérebro humano um instrumento inigualável para acessar o universo holográfico.

Padrões fractais

Sendo um grande holograma, o universo é um padrão disperso de luz, que contém informação codificada em forma de padrões de interferência de ondas. Mas esta informação não é aleatória ou caótica, ela possui uma ordem dada por sua estrutura fractal.

Um fractal é um padrão que se repete continuamente, em escala. Pela repetição, forma padrões mais complexos, que se caracterizam pelo fato de cada parte conter e refletir o padrão fractal.

Um fractal é gerado a partir de uma fórmula matemática, muitas vezes simples, mas que, aplicada de forma iterativa, repetidamente, produz resultados fascinantes e impressionantes. Tecnicamente, um fractal é um objeto que não perde sua definição formal à medida que é ampliado, mantendo sua estrutura idêntica à original, diferente de uma circunferência, que parece perder a sua curvatura, à medida que ampliamos uma das suas partes.

Referindo-se a formas geométricas abstratas, com padrões complexos que se repetem infinitamente, o neologismo ‚fractal‘ foi introduzido na década de 1970 pelo matemático Benoit Mandelbrot, derivado da palavra latina fractus, significando irregular e/ou quebrado.

Um fractal possui uma borda infinita que contém um espaço finito, como a linha costeira de uma ilha, por exemplo. Se você somar a extensão das menores reentrâncias da costa, você obterá um número infinito, apesar da área da ilha permanecer finita. E se é impossível medir a costa linearmente, uma fórmula matemática torna isto possível.

Por meio dos fractais, a mente linear pode pensar sobre o infinito. As dimensões fracionárias tornaram-se uma forma de quantificar qualidades que, de outro modo, permaneceriam sem dimensão precisa, como o grau de irregularidade ou tortuosidade de um objeto.

Projetadas em uma superfície, os resultados da repetição da fórmula matemática cria estruturas quebradas, complexas, estranhas e belas. Mandelbrot constatou que todas estas formas e padrões possuíam algumas características comuns e que havia uma curiosa e interessante relação entre estes objetos e aqueles encontrados na natureza. Se você observar uma árvore, você verá que a distribuição das raízes, dos galhos e das folhas possui o mesmo padrão. Nosso sistema circulatório possui uma estrutura fractal, em que as grandes vias sanguíneas vão se estreitando, até alcançareem os menores espaços nas extremidades.

Num universo despovoado de formas geométricas perfeitas, onde proliferam superfícies irregulares, difíceis de representar e medir, a geometria fractal apresenta-se como um meio de tratar os fenômenos relacionados com sistemas dinâmicos não-lineares, até agora considerados erráticos, imprevisíveis e aleatórios, em uma palavra, caóticos.

Conferindo uma certa ordem ao caos, a geometria fractal é muitas vezes caracterizada como sendo a linguagem do caos. As técnicas fractais, em particular, mais do que um ramo da Matemática, têm-se revelado uma ferramenta extremamente útil em muitas ciências, mesmo as sociais, permitindo uma linguagem comum entre especialistas de diferentes áreas.

Os fractais possuem algumas características específicas. Eles são auto-semelhantes, ou seja, cada pequena parte é exatamente igual a qualquer outra, mudando apenas a escala: isto é denominado de simetria através das escalas. Neste sentido, diferentemente dos fractais criados pela fórmula matemática, os elementos da natureza não são fractais de fato, pois sua complexidade é limitada.

Nossa vida, concretizada em nosso corpo físico, também tem uma estrutura fractal. A partir de um padrão original, único para cada pessoa, as diferentes experiências de vida atuam como abalos sísmicos que deslocam partes de nosso padrão, impedindo que nossa percepção siga o caminho reto, mas se torne fracionada. As compensações que realizamos para nos adaptar a estas quebras que criamos são denominadas pela filosofia hindu de Maya, a realidade ilusória, composta de ilusões e padrões de pensamento, que diferem do padrão original.

Quando desenvolvemos a capacidade de perceber o padrão fractal original de uma situação, podemos agir no sentido de reverter as quebras ou desvios, desfazer as ilusões e padrões compensatórios e restabelecer a harmonia original.

Referências Bibliográficas

Wilber, Ken (org.), O paradigma holográfico, Cultrix, SP. 1991

Bohm, David, A Totalidade e a Ordem Implicada, Cultrix, SP, 1998

Goswami, Amit, A física da alma, Aleph, SP, 2005

Gendlin, Eugene, Focalização, Gaia, SP, 2006

Gleick, James, Caos, Campus, RJ 1989

Grof, Stanislav (org.), Alte Weisheit uma modernes Denken, Kösel, München, 1986

Schroeder, Manfred, Fractals, Chaos, Power Laws, W.F.Freeman and Co., NY, 1990

Wilkins, Catherine, Fractologia, o Poder Curativo do Holograma, ProLibera, SP, 2011

Monika von Koss em novembro de 2011